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Ideia: Juliano Caetano.
Ilustração: Felipe Marinho. Bullying Trazemos neste espaço, junto à imortalizada imagem do nosso querido mestre, esta matéria exclusiva que conta a difícil história do misterioso mago antes da fama. A pedido dele próprio, e para simplificar, o chamaremos apenas Mestre. Desde pequeno... Bem... Desde mais novo, Mestre sempre fora o menor da turma. Na escola, entre os amigos da rua, aonde quer que fosse era motivo de chacota pela sua baixa estatura. “Eu era chamado de nanico, anão, pouca sombra, copo de 300ml, meio metro, salário mínimo, porteiro de maquete, pedreiro de lego, Tarzan de samambaia, carcereiro de gaiola, escultor de suspiro, lenhador de bonsai...” contou-nos o pequeno mago. Com toda a perseguição que sempre sofria, Mestre teve que desenvolver métodos para não ser mais vitimado. “Passei a aproveitar os momentos de distração entre as chacotas para me esgueirar e sumir sorrateiramente”, “assim desenvolvi esta incrível habilidade de desaparecer facilmente”, conta. Apesar de todas as dificuldades, conseguiu terminar o ensino médio e ingressar na Academia Superior de Magia (ASM). No primeiro ano tudo corria bem e Mestre estava em plena ascensão na academia, mas, seu sucesso passou a incomodar algumas pessoas, inclusive aquele que viria a se tornar seu maior rival: O Vingador. “Como pessoa ele já era o pior pesadelo de qualquer um, mas, para mim, ainda era pior: ele tinha o dobro da minha altura”. Vingador havia entrado junto com Mestre na Academia, mas era de outra turma. Ainda no primeiro ano, os dois se encontraram e “o embate foi inevitável”, diz Mestre. “O Vingador era o típico valentão, gostava de mandar e era encrenqueiro. Vivia perturbando os garotos menores que ele, então não pude escapar”. Mas Mestre não se entregou facilmente. Mesmo com toda a humilhação concluiu a Academia e tornou-se um dos mais qualificados Mestres da Magia. Bem, o resto da história todos conhecemos bem. Texto: Felipe Marinho |
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